A atriz Liv Ullmann telefona para a bahia e fala sobre o projeto bergman no teatro

 

Após receber uma carta escrita pela atriz Cristina Leifer, a atriz Liv Ullmann, musa de diversos filmes de Bergman, concedeu ao nosso projeto uma entrevista por telefone. Ela sentiu-se tocada pelas palavras de Cristina e escreveu a mão um fax endereçado à atriz da Bahia. Logo depois, Ullmann, que se diz ser uma mulher do mundo, porque nasceu em Tóquio, foi criada na Noruega e hoje mora nos Estados Unidos, mostrou-se generosa e telefonou pessoalmente para a nossa produção nos dando o privilégio de uma rica conversa resumida no texto abaixo:

 

“Acho que o projeto Bergman no Teatro é muito apropriado, porque Ingmar Bergman era um homem de teatro e escrevia seus filmes para atores de teatro”, disse a atriz Liv Ullmann, com voz doce e segura, ao telefone, ao falar sobre o projeto baiano que vai levar para o palco roteiros do cineasta sueco, com quem foi casada e no cinema viveu uma parceria que resultou em dez filmes. Sonata de Outono foi um deles.

 

Na conversa, ela lembra como foi prazeroso realizar este filme, por um conjunto de fatores. Não que os outros tivessem sido menos ou mais prazerosos, cada obra engendra seu próprio processo, inclusive nas relações que se estabelecem no convívio e labor. Mas, segundo a atriz, foi “incomum”: “Bergman não costumava ensaiar, mas tivemos três semanas de ensaios antes de filmar Sonata de Outono.”
 
Uma das razões para os ensaios, quem sabe, pode ter sido a oportunidade do cineasta e a atriz Ingrid Bergman trabalharem juntos por mais tempo. Embora compartilhem do mesmo sobrenome e da mesma nacionalidade sueca, não havia parentesco entre eles. Havia a afinidade, a admiração e a promessa da parceria – que demorou a se realizar: Ingrid, certa vez, no festival de Cannes, teria colocado um bilhete no bolso do cineasta, lembrando a sua promessa em dirigi-la.
 
Ingmar Bergman criou a personagem Charlotte, a mãe de Sonata de Outono, para a atriz. Por isso, não deixa de causar certa surpresa quando Liv Ullmann diz que sua colega de set se sentia inadequada para o papel. “Ela dizia não para tantas coisas”, lembra. Ingrid, por exemplo, em princípio, não concordava que sua personagem pedisse perdão à filha Eva (vivida por Liv Ullmann), ela teria dito que, naquela situação, depois do monólogo de Eva cheio de ressentimentos, ela teria dado uma bofetada na filha e ido embora.
 

“E fica claro que ela pede perdão, mas é um perdão com muito ódio. Acho que muito das recusas de Ingrid durante os ensaios acabaram na construção e nos sentimentos da personagem”, observa Liv Ullmann. Ela, por outro lado, diz que tinha completa simpatia pelo próprio papel: “A cena em que Eva senta-se ao piano e toca, pedindo a aprovação da mãe, não era Eva, era eu, porque sempre fiquei apreensiva com a aprovação dos outros”.

 

Uma empatia que, ainda hoje, mantém o distanciamento crítico acerca do comportamento de Eva. “Aos 40 anos, você não pode culpar sua mãe ou alguém pela sua vida. Você fez suas escolhas”, analisa, numa conversa tranqüila, com duração marcada, mas que só confirmou a elegância, a generosidade e falta de estrelismo de Mrs. Liv Ullmann.

 

Veja a resposta de Liv Ullman

 

 


Bergman e a psicanálise – reflexões com a escola brasileira de psicanálise

 

A Escola Brasileira de Psicanálise trocou a sua sede no bairro do Garcia pelo palco do Teatro Martim Gonçalves para realizar seu evento quinzenal de discussões sobre a psicanálise e outros saberes. Desse modo, o debate “Bergman e a Psicanálise” aconteceu após a apresentação do espetáculo “Sonata de Outono” com a participação dos psicanalistas Mônica Hage, Julia Solano e Rogério Bastos e dos atores Cristina Leifer, Thaia Perez e Plínio Soares. O público presente foi agraciado com belas reflexões sobre “Sonata de Outono” e a Psicanálise. E para ilustrar o debate, as psicanalistas fizeram uma entrevista com a atriz Cristina Leifer, que interpreta a personagem Eva.

 

 

 

 

 

 

Atores de sonata de outono conversam com alunos da FACOM-UFBA

 

Alunos da FACOM – Faculdade de Comunicação da Ufba, capitaneados pelo Prof André Luis Santana, que ministra a disciplina “Estética da Comunicação”, foram assistir ao espetáculo “Sonata de Outono” e convidaram o elenco para um bate-papo sobre a estética do espetáculo e seu processo de criação. O resultado se deu em forma de uma pequena fortuna crítica sobre a peça e o tema da disciplina de autoria dos próprios alunos.

 

 

 

 

 

 

 

 

A atriz Cristina Leifer fala sobre sonata de outono em evento da pós-graduação em psicanálise da UNEB

 

Mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade da Uneb – Universidade do Estado da Bahia, produziram um evento em torno do filme “Sonata de Outono” de Ingmar Bergman, sob a supervisão da professora e psicanalista Maria de Lourdes Ornellas. A atriz Cristina Leifer foi convidada para falar sobre sua personagem e seu processo de criação na peça homônima. As ricas discussões e reflexões se desdobraram em uma parceria para novas trocas e eventos compartilhados.

 

 

 

 

 

 

Atores de Sonata de Outono fazem recital em evento que marca a entrega dos livros-ingressos à escola Luiza Mahin no espaço cultural de Alagados.

 

O ingresso para assistir ao espetáculo “Sonata de Outono” em sua temporada de maio/2014 no Teatro Martim Gonçalves era um livro de literatura (prosa ou poesia). O objetivo dessa iniciativa visou incentivar a leitura. A doação dos livros foi feita à Escola Comunitária Luiza Mahin em um recital realizado no Espaço Cultural Alagados com a presença de professores, estudantes e representantes da comunidade. A experiência foi emocionante e abriu novas janelas para futuras parcerias com a comunidade de Alagados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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